80% do desperdício na sua cadeia de fornecimento está invisível e você provavelmente está otimizando o lugar errado

A maioria das empresas persegue o custo dos componentes. Mas os maiores desperdícios não estão no preço do que você compra. Estão nas interfaces entre a sua empresa e os seus fornecedores.

Você já parou para calcular quanto trabalho sem valor sua empresa gera para quem fornece para você? Relatórios que ninguém lê inteiro. Reuniões de alinhamento que se repetem sem resultado. Inspeções feitas em dobro. Retrabalho causado por um requisito mal definido lá atrás. Esses custos somem no orçamento e, no fim, voltam para você embutidos no preço do serviço.


O relatório que custava 4 dias e ninguém lia


Num caso concreto de gestão de contrato: um fornecedor precisava entregar um relatório mensal detalhado. A elaboração consumia 4 dias de trabalho, às vezes mais. Esse custo estava embutido no contrato, claro.


O problema era simples. Algumas pessoas consultavam partes do documento. Ninguém lia o relatório inteiro.


A solução também foi simples: as informações que importavam passaram a ser disponibilizadas em tempo real para quem precisava delas. O relatório foi eliminado. E os 4 dias liberados foram para melhoria contínua do serviço.


Você já viveu algo parecido? Já pensou na carga de trabalho sem valor que você provoca no seu fornecedor?



80% do desperdício na indústria automotiva está nas interfaces entre empresas, não nos componentes

4 dias de trabalho liberados com a simplificação de um único requisito de relatório



O que a Toyota viu que os concorrentes ignoraram por décadas


Montadoras ocidentais passaram décadas tentando apertar o custo dos componentes. A Toyota foi em outra direção.


A empresa identificou que a maior parte do desperdício na indústria automotiva não estava nos componentes em si. Estava nas interfaces entre as empresas: conversas mal alinhadas, retrabalhos evitáveis, inspeções duplicadas, atrasos que ninguém mede direito, custos de coordenação que somem no orçamento sem deixar rastro.


Enquanto os concorrentes otimizavam 20% do problema, a Toyota atacava os outros 80%.

Os resultados foram incomparáveis.


O desperdício que ninguém está medindo

Nas cadeias de fornecimento, há pelo menos cinco fontes de desperdício que raramente aparecem nos dashboards de gestão: comunicação desalinhada que gera retrabalho; validações e inspeções feitas em dobro; exigências contratuais que custam caro e não servem a nenhum objetivo real; reuniões, e-mails e aprovações que consomem tempo sem aparecer em nenhuma linha do orçamento; e dados que chegam tarde demais para gerar qualquer decisão.


Esses desperdícios podem ser diagnosticados, quantificados e eliminados. Mas só se alguém estiver olhando para eles. E, na maioria dos contratos, ninguém está.


A pergunta que vale fazer hoje

Onde está o desperdício sistêmico da sua cadeia de fornecimento? Você está otimizando o custo dos componentes, ou está atacando os 80% que realmente importam?


Parcerias estratégicas com fornecedores funcionam quando as duas partes redesenham juntas as interfaces entre elas. Fazer o trabalho fluir melhor cria mais valor do que brigar para extrair mais do fornecedor. E eficiência cria valor verdadeiro, para os dois lados da parceria


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