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A Revolta do PIX (e o que ela pode ensinar aos profissionais de compras)

A modificação da fiscalização dos PIX pela Receita causou grande comoção, mas também traz aprendizados para compras. Saiba quais.

A revolta do Pix


Todo desastre pode ser usado como oportunidade de aprendizado. O que a Revolta do PIX pode ensinar aos profissionais de compras?


Sim, há ingredientes da crise desta semana que existem no nosso dia-a-dia.


O PIX é um inegável sucesso. Junto com o WhatsApp, forma a coluna vertebral de milhões de negócios brasileiros, especialmente naquela camada de empreendedores semi-formais ou informais que lutam para sobreviver.


Tecnicamente, pode-se dizer que a fiscalização das movimentações financeiras não é nova e que o cerco vem se fechando. Eu e você sabemos disso, é só lembrar da declaração de renda pré-preenchida que a receita nos envia a cada ano, cada vez mais completa.


Mas muitos dos usuários do PIX descobriram isso agora, quando a receita fez uma alteração que foi entendida como um aumento da fiscalização. Eles não ficaram nada satisfeitos com a descoberta. E com a possibilidade bastante concreta de serem convidados a pagar mais impostos no futuro.


Independentemente da sua opinião política ou do que você acha sobre impostos, convido você a um recorte específico desta história. A receita federal tratou a mudança do regulamento como algo trivial, e não se comunicou pensando no principal afetado pela mudança. Isso só aconteceu por um de dois motivos: ou ignorava a importância do PIX na economia informal, ou optou por priorizar as vantagens para a fiscalização em detrimento das consequências para quem usa.


As áreas de compras estão a todo momento negociando novos contratos, introduzindo novos fornecedores, alterando os serviços para otimizar a relação custo-benefício. Se você é um profissional de compras, faça a si mesmo algumas perguntas:


  • Você ouve o usuário do produto ou serviço que você compra? Sabe quais atributos são valorizados, às vezes não explícitos na especificação?


Cada função dentro da empresa pode ter expectativas um pouco diferentes sobre o fornecimento, devido a suas perspectivas únicas e complementares. Este é um conhecimento valiosíssimo. O papel de compras é combinar e priorizar tudo isso e obter o melhor valor para o negócio.


  • Os usuários do produto ou serviço conhecem os contratos e como eles se relacionam com o dia a dia das operações?


Não é necessário que todas as pessoas conheçam todas as cláusulas de cada contrato, mas é responsabilidade do profissional de compras traduzir o que é importante para cada um, dentro do seu impacto para o fornecimento - e usando linguagem clara e adequada.


  • Você prepara as mudanças em parceria com os usuários, antecipando as consequências e riscos?


Se você decidiu uma mudança e está fazendo a implantação de uma forma top-down, pense que as pessoas afetadas vão se sentir surpresas e incomodadas. Será mais difícil construir um ambiente de colaboração e de resolução de problemas.


  • Você atua para entender e corrigir os problemas logo que os primeiros sinais aparecem, ou toca a sua vida?


A implantação não se resume a um punhado de emails. É importante acompanhar a modificação, ativamente buscando a opinião de quem interage com o produto ou o serviço. Registre as observações e encaminhe as correções com o fornecedor.


  • Quando as pessoas começam a reclamar, você reclama de volta, em vez de entender as preocupações que elas estão trazendo?


Não trate as reclamações como simples implicância ou problema “de quem não está entendendo as coisas”. Compreenda que mudanças podem gerar incômodos e resolvê-los é seu maior interesse.



Quer falar sobre isso, e evitar que uma melhoria que você quer implantar transforme-se em uma enorme dor de cabeça e leve junto sua reputação? Entre em contato com a Zinneke e conheça boas práticas de gestão de fornecedores e de contratos de fornecimento.



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