Maverick é o nome que se dá às compras empresariais irregulares, realizadas diretamente pelo usuário e sem a participação de um profissional de compras. O nome não está relacionado ao simpático Ford Maverick, sonho de muitos aficionados por muscle cars dos anos 70, embora os nomes do carro e do processo irregular de compras tenham a mesma origem. Samuel Maverick viveu no Texas e por volta do ano 1850 ficou conhecido por recusar-se a marcar seu gado, uma atitude rebelde mas também polêmica, porque Maverick poderia pleitear para si qualquer animal que não estivesse marcado. O significado de alguém que desrespeita as convenções e age de forma independente foi dando ao termo uma conotação positiva, usada no carro. As compras maverick, por outro lado, representam perda de dinheiro, e o risco de colocar a empresa numa encrenca.
Para ser capaz de oferecer seus produtos e serviços ao mercado, toda empresa recorre a materiais e serviços de terceiros. As matérias-primas chave, a logística de distribuição ou a energia usada pela empresa são compras estratégicas e representam uma grande parcela do custo dos produtos ou serviços vendidos. Consequentemente, merecem grande atenção e não é incomum que os principais contratos de compra sejam decididos pela alta direção.
No outro extremo, uma parte limitada das despesas estará associada a um número enorme de ítens, cada vez menos estratégicos e de menor valor unitário, à medida em que vamos nos deslocando pela lista de tudo que a empresa compra. Por ter um valor unitário menor, os usuários internos não vêem grandes ganhos em envolver um comprador para aquela compra, e, de fato, pode ser difícil contar com a disponibilidade e agilidade da área de compras para isso. Finalmente, representam itens que o usuário até se sente confortável em comprar, por serem talvez semelhantes aos que compra na sua vida privada.
Parece algo inocente, mas quais são os problemas trazidos pelas compras maverick à empresa?
A boa prática de compras empresariais é segmentar estas categorias de menor valor e estabelecer contratos corporativos. Isso resulta em melhor poder de compra e o agrupamento representa um perímetro que justifica uma abordagem mais profissional do segmento, mesmo que formado por ítens de baixo valor individual. E promove ganhos de custo que não seriam alcançados se a empresa fizesse incontáveis compras individuais. Além disso, é possível oferecer soluções como e-catálogos e melhorar significativamente a experiência do usuário, que não perderá seu tempo “comprando” um ítem que precisa para o seu trabalho. Isso também facilita a automação dos processos operacionais de compra e pagamento, e reduz a quantidade de fornecedores que precisam ser homologados e gerenciados, o que reduz significativamente os custos de transação.
O mercado vem desenvolvendo diversas soluções para ajudar as empresas a gerenciarem seu “tail-end”.
Conheça as soluções da Zinneke para gerenciar seus consultores independentes e outros prestadores de serviços intelectuais, uma das categorias mais frequentes dentro das compras Maverick. Vamos preparar a infra-estrutura para que você ofereça a seus usuários internos uma solução confortável, econômica e segura, evitando as compras irregulares neste segmento cada vez mais relevante para as empresas. Também podemos ajudá-lo a encontrar soluções para os demais segmentos de compras.
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Eduardo Rocha gerenciou compras corporativas em vários países e constatou que compras irregulares são um problema mundial que pode ser resolvido. É fundador da Zinneke
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